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Beijo grego sim, por favor

Melhor do que dizer do que se trata e como se faz, é ler relatos de mulheres que gostam e pedem por mais, sempre.

Dos tantos episódios marcantes de Girls, a série escrita, dirigida e protagonizada pela norte-americana Lena Dunham, um ganhou gifs, tutorial e polêmica extra na internet. Falo do que estreia a quarta temporada da série, exibido em 2015, em que Marnie (Allison Williams) recebe um beijo grego nada pudico de Desi (Ebon Bachrach). Se você não lembra ou não viu, a cena está bem aqui, explicita como deve ser.

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Foto: Camila Fudissaku

A polêmica ficou, claro, por conta da região em que esse beijo é dado: o ânus. Aposto que você consegue imaginar o conteúdo dos comentários a respeito do ato. “Que tipo de gente se presta a beijar um cu? Que tipo de gente se presta a receber um beijo no cu?”, poderia ser um deles. Particularmente, gosto muito de um título de uma matéria da época que diz que “o beijo grego de Gilrs chocou a família brasileira”. Me faz pensar no que se espera de uma “mulher de família”. Dar e/ou receber um beijo grego certamente não faz parte da lista. Será mesmo?!

Abaixo, oito relatos de mulheres, de família ou não, que gostam da coisa e enxergam nela sacanagem das boas, mas ainda emancipação no sexo. Elas contam de suas experiências e dão dicas de como deixar o beijo grego menos tabu e mais prazer. Caia de boca 🙂

Um jogo muito delicioso de estar em uma zona ‘nova’
“Nunca fui uma mulher muito chegada em beijo grego – não gosto de receber e nunca tinha pensado em dar um. Até que, lá pelos meus 27 anos, tive um envolvimento com um boy que, no meio do sexo oral, parecia querer mais… Como gosto muito de fazer sexo oral, fui deixando rolar, descendo mais, chupando os testiculos, passando pela zona intermediária e, quando vi já estava lá. E não estava sozinha: ele não só pareceu gostar muito, como chegava a erguer o quadril para que eu alcançasse todas as áreas possíveis mais facilmente. Acabou que essa experiência me abriu para gostar disso… acho que, mais do que o lugar em si, há um jogo muito delicioso de estar em uma zona ‘nova’, às vezes nunca antes descoberta. Sentir o outro morrer de tesão, inédito ou não, ao mesmo tempo em que quebramos juntos um tabu, ajuda muito a criar intimidade e aumenta ainda mais a excitação. A liberdade de se permitir experimentar, aproveitando o tesão da forma como ele vai se desenvolvendo, é maravilhosa. Ser fiel ao próprio desejo não deveria nunca ser uma ousadia.” L.B., doutoranda em Literatura, 30 anos

Senti um tesão que, juro, nunca antes havia experimentado
“A verdade é que até meses atrás eu nem havia ouvido falar em beijo grego. E então, como desejar uma coisa que você não conhece? Bem, era meio de 2019 e eu e uns amigos fechamos um fim de semana na praia. Amigos de longa data, mas com novas ambições sexuais, digamos assim. Era um momento em que todo mundo, de repente, topava e queria se pegar. Tomamos uns drinks a mais e pronto: começou a festa. Beijei um amigo, dois amigos, até que parei em um deles. Gay, mas com uma pegada deliciosa. Fomos para um dos quartos da casa e ali transamos como dois desconhecidos. Digo isso porque todo o amor fraternal que sentimos um pelo outro foi esquecido naquele momento. Beijávamos o corpo um do outro compulsivamente. Beijos de língua, intensos e demorados. Ele chegou no meu ânus como se estivesse chegando em minha boca, naturalmente. Ficou ali longos minutos. Sou incapaz de mensurar se durou 5 ou meia hora. Receber aquele beijo me rendeu uma sensação inédita. Não é como sexo oral na vulva. O prazer é diferente. Senti um tesão que, juro, nunca antes havia experimentado. Depois dessa transa, o beijo grego virou ítem de luxo no meu sexo. Quero receber e quero dar. De preferência, sempre.” T.L., artista plástica, 34 anos

Gozei berrando de prazer
“Meu primeiro beijo grego foi um desastre. Eu não queria receber, a pessoa forçou a barra e fiquei super incomodada. Depois disso, passei anos acreditando que beijos gregos não eram pra mim. Até que rolou um sexo divino com uma namoradinha há uns dois anos e mudei de ideia. A menina começou me dizendo que beijar o ânus era algo fundamental para ela numa transa. Topei e fui fazer minha parte. Logo depois, ela me convenceu de que eu também deveria experimentar receber o tal beijo. Foi a melhor coisa que me aconteceu em um sexo. E não exagero. Ela me fez uma mistura de sexo oral, lambendo minhas vulva e vagina, com um beijo grego muito molhado que me levou à loucura. Gozei berrando de prazer. O segredo para dar muito certo? Ficar totalmente à vontade, não medir os movimentos, deixar que o outro se lambuze. Para mim, ajudou deixar a luz do ambiente baixa e sentar na cara da menina. De repente funciona para você também.” A. F., advogada, 29 anos

Peça por beijo grego e ofereça beijos gregos
“Há duas coisas no sexo das quais não abro mão. Que me chupem a xoxota e que me beijem o cu. Sobre o segundo, aprendi que gostava depois de tanto treinar em um ficante que era super fã do ato. Toda vez que transavamos, quando eu fazia boquete nele, ele oferecia o cu. O rapaz nunca teve vergonha – coisa rara entre homens héteros. Ele também gostava que eu enfiasse de leve o dedo ali. Fiquei especialista em beijo grego por causa dele, que também gostava de retribuir. Passamos noites e noites investindo nessa carícia. O meu conselho para quem nunca fez é: não espere mais. Peça por beijo grego e ofereça beijos gregos. Eles deixam qualquer um feliz e são uma nova experiência de prazer sexual. Não há risco na tarefa. Quanto à rituais preparatórios, sugiro um bom banho e nada mais. Diferente do sexo anal, o beijo grego não inclui penetrações mais profundas. Então, é só estar todo mundo cheirosinho que a coisa flui lindamente.” A. F., maquiadora, 36 anos

Ele estava determinado em me ver gozar recebendo o beijo e, conseguiu
“Tem um cara com quem eu saia que adorava fazer beijo grego em mim. Confesso que no começo aquilo me deixava apreensiva, eu não conseguia relaxar e, logo, não curtia de verdade. Mas tivemos uma conversa. Ele perguntou se eu queria que ele parasse com os beijos, e respondi que não, que eu podia aprender a gostar se me sentisse mais confortável. Então planejamos uma noite regada a vinho e ele prometeu que faria tudo muito devagar, estimulando o meu clítoris ao mesmo tempo. A obsessão dele em fazer dar certo me encheu de tesão. Ele estava determinado em me ver gozar recebendo o beijo e, conseguiu. Naquele encontro, foram duas vezes. Não vou mentir: depois desse boy, nunca mais rolou beijo grego comigo. Tenho receio de sair pedindo e, ao mesmo tempo, preciso que exista a vontade parta do cara, o que nunca acontece.” B. G., publicitária, 27 anos

O que me fascina em beijar ali é o estado de submissão em que o sujeito entra
“Quando o assunto é beijo grego, meu tesão fica em lamber o cu dos caras com quem saio. Receber as lambidas é legal, mas não tão legal quanto enlouquecer um cara beijando freneticamente o ânus dele. Vai por mim. Apesar dos homens esnobarem a região, ficam derretidos de prazer quando você chega perto delas. O que me fascina em beijar ali é o estado de submissão em que o sujeito entra. Me sinto completamente no controle. Gosto de começar chupando o cara, vou beijando as bolas e indo em direção ao ânus. Penso que se você for devagar, a pessoa mal vai sentir a transição entre uma região e outra. Uma vez ali, começo a beijar sutilmente e vou lambendo devagar e sem pressão. Em poucos minutos o moço já se esqueceu que o cu era um lugar proibido. Assim como é gostoso estimular a vagina e clítoris das minas enquanto você mete um beijo grego nelas, é gostoso acariciar os paus dos caras. Acho que só melhora a experiência. No mais: sou sempre a favor de conversar durante o sexo. Dizer as coisas que você curte e ouvir o que seu parceirx curte. Honestamente? Se você não gosta de receber, é capaz que goste de dar beijos gregos. Vale experimentar os dois lados.” M. B., professora, 31 anos

Ele me lambuzava com saliva como quem chupava um sorvete irresistível
“Eu não esperava um beijo grego quando saí com T*. Eu nem esperava que a gente transasse naquele dia, nosso primeiro encontro. Mas a química entre nós foi instantânea, intensa e inexplicável. A gente não se deu bem conversando, se deu bem mesmo se comendo. Nada de errado com isso. Pelo contrário. Adorei que nossa afinidade foi puramente sexual. Se não fosse dessa forma, talvez não tivéssemos nos divertido tanto nas vezes em que ficamos. Voltando ao beijo grego: pode parecer brega, mas me senti presenteada com as lambidas de T. Ele me lambuzava com saliva como quem chupava um sorvete irresistível. Brega de novo, eu sei. Mas não há outra coisa na minha cabeça quando lembro da cena. O prazer, desconfio, estava na liberdade que experimentamos quando juntos. A gente se permitiu tudo e qualquer coisa. Por isso, o beijo grego foi um bom começo para o que viria depois. T me comeu em todas as posições pensáveis. Nos ‘intervalos’, voltava a me chupar e a me beijar o ânus. Enfim, talvez aquela tenha sido a transa mais quente da minha vida? Talvez. O objetivo desde então é repeti-la.” M. P., empresária, 39 anos

Sou fã de beijo grego, dar e receber, e todas as maneiras de usar o cu
“O cu sempre foi uma área proibida pra mim. Medo e tabu por muito tempo ficaram entre mim e o beijo grego. Até que conheci um cara que gostava de receber. É maluco pensar que descobri que o cu era uma área incrível a ser explorada chupando o rabo de um cara, mas foi exatamente isso que aconteceu. Chupei o cu dele com gosto, senti muito tesão em ver ele gozar por conta disso e então perdi o medo de liberar o meu. Que decisão. Ele começou me chupando na boceta e depois que eu estava bem relaxa e com tesão, ele desceu. Começou lambendo e deixando ele bem molhado, depois chupou com o vigor da chupada de um clitóris e permaneceu na função enquanto eu me estimulava, até que eu tivesse um dos orgasmos mais intensos da vida. Desde então eu assumidamente sou fã de beijo grego, dar e receber, e todas as maneiras de usar o cu.” N.F., jornalista, 26 anos.

Fonte: Revista Marie Claire

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